A estação de Caiçara foi inaugurada em 1904 pela Great Western do Brasil. A estação se localizava no antigo distrito de Logradouro, tendo este conseguido sua emancipação política em 1994, levando consigo a velha estação, que ainda leva o nome da antiga cidade sede. Por muitos anos o município de Caiçara foi um grande produtor e exportador de sisal, especialmente no período mais próspero desta cultura, no início da década de 1950…

Parabéns pela página, ótima. Bem, eu sou filho de ex-ferroviária, morei muito tempo na querida e inesqucível cidade de Duas Estradas/Pb, cidade vizinha aí de Caiçara. Conheço Caiçara, principalmente Logradouro, onde meu pai sempre ia, ele trabalho na estação daquele distrito (hoje, município), lembro muito pouco, mas, sei que a estação era vizinho a uma usina..galpão …de algodão. Apesar do tempo sinto muita saudade daquele lugar. Hoje, tenho várias fotos de estações, entre elas, Duas Estradas, Nova Cruza, a pedreiro (Munic.Caiçara), Guarabira. Não tenho a de Logradoura, Gostaria muito de ter, caso um dia vocês consigam , não se equeçam de mim, sei que é muito díficíl,mas não impossível. Continue assim , levando o nome dessa maravilhosa cidade, até breve. Atenciosamente: Luiz Antonio F.Coutinho (Luizinho).
[Responder]
Bela lembrança do Ilmo. Sr. Luis Antonio. A estação ferroviaria de Duas Estradas e Logradouro já fizem parte do desenvolvimento dessas cidades, conheçi as duas, pois meus avós partenno moravam em Duas Estradas, próximos a estação, e Logra, como era conhecida na minha adolecencia, tambem fez parte de minha história, nos anos 70 era um local para nossos namoros com as belas jovens da localidade, entre outras tantas farras.
Saudades,
Williams (Maninho)
RJ, 10SET2008.
[Responder]
Bom dia. Parabéns pela bela divulgação de nossa querida cidade Caiçara.
Um misto de tristeza, incompreensão e revolta comou conta de mim, quando em Jul 2008 fui a Logradouro e vi que haviam demolido a estação ferroviária de Caiçara. Até que ponto vai a falta de sensibilidade histórica de determinadas pessoas? Aquele prédio era para ter sido conservado como patrimônio histórico, pois fez parte da vida e história de Caiçara/Logradouro e de muitas pessoas, inclusive eu, que morei, nos anos 50, pertinho da estação. Quantas lembranças! Por que não a transformaram em biblioteca ou museu? Para mim nada justifica sua destruição! Hoje ela está lá, transformada em metralha. Para que? Para servir a quem?
Minhas lágrimas, um abraço a todos, Luizinho
[Responder]
Não é possível que tenham acabado com um pouquinho da minha infancia. A demolição da Estação de Logradouro, dói – e muito – em mim. Década de 50, toda sexta feira ali eu desembarcava…vindo de Guarabira, onde estudava….Toda segnda feira, madrugada ainda, o longo caminho a pé, de Caiçara para Logradouro, para pegar o bacurau e voltar a Guarabira…Lembro de uma imensa lua cheia, e a sombra de um senhor – meu pai – e um menino, caminhando. Um levando a esperança de futuro para uma criança. O outro, hoje um velho, sabendo que aquelas passadas não foram em vão…Envio para vocês todos um poema que é dedicado a todas as estações hoje abandonadas, neste país sem memória
O TREM NÃO APITA MAIS NO LARGO DA ESTAÇÃO
(Para Manfredo Nigro)
Lembro da velha estação
Do trem Maria Fumaça
Tudo passa, tudo passa…
II
Levava do nosso chão
Fardos de branco algodão
Colhido pelos roçados
E meus irmãos desnudados
Numa miséria sem fim
Um alvo puro alfenim
Pra vestir encasacados.
III
- Olha o pão doce e gelada
Cocada branca e pretinha
Sanduíche de galinha
Raspa-raspa e limonada!
IV
Os gritos pela calçada
Vulto menino implorando
Com o olhar suplicando
Ao venerável senhor:
-Vai comprar hoje, Doutor?
A mãe em casa esperando…
V
Eram dois, quatro cruzados
O apurado do dia
Suor na face corria
Carão de guardas fardados
Os apitos alongados…
VI
Quem sabe trará mudança…
Desespero da criança
Carreira pra dar o troco
Amanhã é sem sufoco
Restava inútil esperança.
VII
O trem não apita mais
No Largo da Estação…
Somente antiga visão
Fotos de velhos jornais
Não vou esquecer jamais…
VIII
E hoje só recordando
Cabelo branco alisando
A lágrima por fim me sai
E pelo rosto me cai
De velhos tempos lembrando…
Alberto Oliveira é poeta. 62 anos, nascido em Caiçara-PB. Idealizador de vários Projetos, destacando-se entre eles o UZYNA CULTURAL, LIVRARIA EXPRESSA, CORDEL NO MEIO DO MUNDO e o PLANTANDO SEMENTES.
Contatos: http://www.livrariaexpressa.com.br / alberto@livrariaexpressa.com.br
Tel. 81-32315050 / 99903555.
[Responder]